Nem eu mesma me entendo. Do nada me da uma imensa vontade de ir para a rua respirar. Ficar muito tempo a toa, apenas admirando o céu, o mar e sentir a brisa.
Eu não consigo me entender. Posso estar em qualquer lugar, mas nunca estou aonde realmente me encontro. Me escondo diante de minha própria sombra. E me afogo sempre no que quero esquecer.
Não entendo porque as vezes me da vontade de quebrar alguma coisa, de gritar... Do nada.
Não consigo entender por que sem motivo nenhum, quero chorar. Não entendo porque, as vezes, quero sorrir. Não consigo ficar em casa. É um lugar tão triste e vazio, tenho vontade de sair de casa a toa, apenas para andar, ouvindo música e sem ter para onde ir. Andar por ai sem rumo, apenas pensando e tentando perceber aonde eu errei, ou no que.
Não consigo entender minha imensa vontade de me jogar na cama e de não sair de lá nunca mais. Às vezes não tenho vontade de fazer mais nada. Apenas ficar parada pensando. Minha vida está basicamente em pensamentos e palavras, nas quais sempre tento colocar em contexto dentro dos livros que leio cheios de frases nas sob capas e textos depressivos dentro.
Não consigo entender minha imensa vontade de me jogar na cama e de não sair de lá nunca mais. Às vezes não tenho vontade de fazer mais nada. Apenas ficar parada pensando. Minha vida está basicamente em pensamentos e palavras, nas quais sempre tento colocar em contexto dentro dos livros que leio cheios de frases nas sob capas e textos depressivos dentro.
Eu não entendo por que não consigo agir como as pessoas normais, é como se algo estive sempre dentro de mim tentando sair e eu não consegui-se libertá-la e ela ficasse se acumulando aqui dentro e me engasgando. Me torturando e se debatendo tentando sair.
Fico com vontade de chorar o tempo inteiro, sem motivo concreto, e nada faz muito sentido. É como se eu estivesse no lugar errado. Na verdade é como se não me encaixasse e não me reconhecesse em lugar nenhum. No fundo acho que eu nunca me conheci.
As vezes me perco em meio a minha própria escuridão. Me perco no meio da noite. No meio de um olhar torto. Me sinto como se eu fosse vapor, como se eu não existisse de verdade. Como se eu tocasse nas coisas e minha mão atravessasse as coisas. E como se quando eu tentasse tocar as pessoas e não conseguisse.
Me sinto gritando sem que ninguém me escute...

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